Sermão
Amor: O Crachá do Cristão - Vivendo Como Jesus Amou
Amor: O Crachá do Cristão
Um novo mandamento dou a vocês: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros. (João 13:34-35)
— João 13:34-35
Introdução
Imagine que você chega a uma grande empresa e esqueceu sua identificação. Você conhece o prédio, conhece as pessoas, mas sem o crachá, você não tem livre acesso e ninguém pode confirmar quem você diz ser. No Reino de Deus, Jesus estabeleceu um 'crachá' espiritual. Ele não disse que seríamos conhecidos pela placa da nossa igreja, pela nossa habilidade técnica ou pelo nosso conhecimento teológico profundo. Em João 13:35, Ele é categórico: 'Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros'. Hoje, no sétimo tema da nossa série 'Amor em Ação', vamos entender que a igreja não é um edifício, mas uma comunidade de pessoas que decidiram usar o crachá do amor. É esse amor mútuo que funciona como o nosso maior argumento evangelístico perante um mundo que está carente de cuidado e aceitação. Se queremos que as pessoas creiam no Jesus que pregamos, elas precisam ver o Jesus que vive em nós através da forma como tratamos uns aos outros.
1. O Amor é a Identidade Visual do Cristão
João 13:34-35
Jesus não disse 'ame o próximo como a ti mesmo' apenas como uma regra moral, mas como um novo padrão de vida. Em João 13:34, Ele eleva o padrão: 'Como eu vos amei'. O amor de Jesus não foi baseado em mérito, mas em graça. Na igreja, o amor deve ser a nossa marca registrada porque foi assim que fomos alcançados. Charles Spurgeon dizia que se Cristo morreu por nós, o mínimo que podemos fazer é viver por Ele, e viver por Ele significa amar os perdidos e os irmãos. Quando uma pessoa entra por aquelas portas e vê um ambiente onde as pessoas se perdoam, se ajudam e se respeitam, ela vê o próprio Evangelho em cores vivas. O amor cristão é ativo. Ele não espera o outro pedir ajuda; ele se antecipa. Ele não foca nos defeitos do irmão, mas na obra que Deus está fazendo nele. É esse ambiente que atrai aqueles que estão cansados da competitividade cruel do mundo. No mundo, as pessoas são descartadas por suas falhas; na igreja do 'crachá do amor', as pessoas são restauradas por causa da cruz. Esse amor é o que prova que Jesus ressuscitou e vive entre nós.
Ilustração
Certa vez, um homem visitou uma igreja muito simples. Não havia luz elétrica abundante, o som era ruim e os bancos eram desconfortáveis. Ao sair, um atendente perguntou: 'O que o senhor achou da nossa liturgia?'. O homem respondeu: 'Não reparei na liturgia, mas vi como vocês olhavam uns para os outros e como seguravam a mão daquela viúva no banco da frente. Eu quero o Deus que faz vocês agirem assim'.
2. O Amor como Poder de Atração para o Reino
1 João 4:11-12
O amor na igreja não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta de evangelismo. Romanos 10:14 nos pergunta como crerão se não há quem pregue? Mas a pregação mais poderosa não é apenas a falada, é a vivida. John Stott afirmava que o amor cristão é uma decisão deliberada da vontade de buscar o bem do outro. Quando a comunidade de fé vive esse amor radical, ela se torna um 'ímã' espiritual. O mundo está cheio de solidão. As redes sociais estão cheias de conexões, mas vazias de relacionamentos. Quando a igreja oferece comunhão real, ela oferece algo que o dinheiro não compra. Este é o evangelismo batista em sua essência: cada membro sendo um sacerdote, uma testemunha que diz: 'Veja como Deus me transformou e veja como Ele me capacitou a amar'. O amor é a prova de que o Evangelho funciona. Se uma mensagem diz que Deus perdoa, mas a igreja é cheia de rancor, a mensagem é anulada. Mas quando a igreja perdoa, o mundo entende o que é a cruz. Você que está aqui hoje e talvez se sinta um estranho, saiba que o convite de Jesus é para que você receba esse amor e se torne parte dessa família. Deus não quer que você caminhe sozinho. Ele quer colocar esse crachá no seu peito e te dar um novo propósito.
Ilustração
Há uma história sobre um missionário que tentava explicar o Evangelho em uma tribo isolada. Ele falava do amor de Deus, e ninguém entendia. Até que ele começou a cuidar das feridas dos doentes e dividir sua comida. Um líder da aldeia se aproximou e disse: 'Agora eu entendo o que é o seu Deus. Ele é como você está sendo conosco'. O amor foi o tradutor do Evangelho.
Conclusão
O amor não é um acessório para o cristão; é a sua identidade. Sem amor, nossas igrejas são apenas clubes sociais e nossas pregações são apenas barulho. Quando a igreja decide amar 'como Jesus amou', o mundo para para observar. Esse é o crachá que abre portas para o Evangelho. Jesus está estendendo a mão para você hoje. Ele não quer apenas que você admire esse amor, Ele quer que você o receba e se torne parte dessa família que vive pelo amor. O convite foi feito. O preço foi pago na cruz. Como você responderá ao amor de Deus hoje? Ele te chama para sair da solidão e entrar na comunhão. Ele te chama para sair do julgamento e entrar na graça. Venha para Jesus.
Oração final
Pai amado, obrigado por nos ter amado primeiro. Pedimos perdão pelas vezes em que escondemos o nosso crachá e não fomos o reflexo do Teu amor. Que esta igreja seja conhecida não apenas pelo que cremos, mas por como amamos. Alcança os corações que estão aqui hoje sentindo-se sozinhos e mostra que o Teu amor é real e prático. Que vidas sejam transformadas pelo poder do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém.
Referências adicionais
- 1 João 4:7-12
- Romanos 12:9-10
- 1 Coríntios 13:1-3
Palavras-chave
- Amor
- Igreja
- Testemunho
- Evangelismo
- Comunidade
- Jesus